Domingo, 13 de Julho de 2008

Carção no Programa "Caminhos", RTP2

(Programa na Integra)

Fonte: RTP

 (Só Carção)

 

O documentário sobre a comunidade judaica de Carção pôde ser visto hoje (13 de Julho), pelas 9h, na RTP 2, no programa “Caminhos”.

O documentário faz referência a cinco importantes comunidades trasmontanas (Vila Flor, Vilarinho dos Galegos, Rebordelo, Argozelo e Carção), durante cerca de 25 minutos.

Carção é aparece entre o minuto 10 e o minuto 20, onde é feito referencia a factos interessantes, a exemplo: os roubos dos sambenitos da Igreja Matriz; a fundação da capela de Santo Estêvão com o propósito de funcionar como “sinagoga”, à noite; o grande massacre ocorrido nos finais do século XVII e inícios do século XVIII; à ligação da comunidade de Carção com a comunidade da cidade de Livorno (Itália); à existência de pelo menos um livro pertencente ao Rabi Domingos de Oliveira (o barbeiro da Praça), trazido de Livorno; e sobretudo aos testemunhos ainda presentes na memória dos nossos anciãos, relembrando a rotura total entre as duas etnias da aldeia até meados do século passado “os Perros da Praça e os que viviam nos arrabais” e às diferencas sociais.

A população de Carção, agradece a todos os outros envolvidos que tão bem dignificaram a povoação: Fernanda Guimarães, António J. Andrade, Marcolino Fernandes (Pres. da J.F.Carção), Serafim João e António Santos.

Carção agradece o excelente documentário à jornalista Ana de Frias e ao programa "Caminhos", RTP2.

 

Resta-nos esperar pelo livro “Carção, a capital do marranismo” no início de Agosto.   

publicado por almocreve às 10:11
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15 comentários:
De Anonimo a 13 de Julho de 2008 às 12:06
Parabéns pelo vosso trabalho. Parabéns à RTP isto é mesmo serviço publico.
De almocreve a 13 de Julho de 2008 às 12:54
Também classifico o documentário de Excelente.
Acho que Carção ficou muito bem representado por todos os entrevistados e adorei a frase para diferenciar as duas etnias “…os Perros da Praça e os que viviam nos Arrabais”.
Aguardo pela segunda parte do documentário a 25 de Agosto.
De Anónimo a 13 de Julho de 2008 às 19:59
Acabo de ver a reportagem sobre os criptojudeus da nossa terra e terras vizinhas. Embora não fosse uma reportagem muito prolongada e não focasse mais os usos e costumes da terra, gostei bastante. Poderia ter sido mais realçada a rivalidades entre os “Perros da Praça e os que moravam nos arrabais – bairro de cima”, a diferenciação do estilo de vida, etc.
Estou também com grande curiosidade de ler o livro Carção, a capital do marranismo.
Parabéns a todos e um grande abraço para Carção.
De Telmo Nunes a 14 de Julho de 2008 às 02:29
Porque palavras não me surgem, faço a minha homenagem de outra forma... Aquela que é possível verificar em www.telmonunes.blogspot.com
De almocreve a 15 de Julho de 2008 às 01:43
Amigo Telmo!
Muito obrigado pela tua visita a este espaço.
Espero que tenhas gostado do blog, do documentário e apreciado um pouco de Carção.
Este é o meu pequeno Reino Maravilhoso…
Quando estiveres no continente, disponibiliza um pouco do teu tempo e vem visitar toda esta região, pois acredito que vais gostar.
Quanto ao livro, já tens uma ideia, mas terei todo o gosto em enviar-te um exemplar.
Quanto a ti, aguardo por um publicação do teu trabalho, pois acredito que quem tem o “dom” não o deve desperdiçar.
Um grande abraço,
Paulo Lopes
De B. Rodrigues a 14 de Julho de 2008 às 03:00
Exímio é a palavra que aplico para descrever a reportagem.
Agora só falta o livro. Estou muito curioso em lê-lo.
Parabéns jovens almocreves que tão bem tendes divulgado o bom-nome de Carção assim como todos os intervenientes da reportagem.
Um bem-haja
De almocreve a 15 de Julho de 2008 às 01:44
Boa noite, Sr. B. Rodrigues
Obrigado pelas palavras sempre tão gentis. Quanto ao livro acredito que vá gostar.
De Pedro Jerónimo a 15 de Julho de 2008 às 17:16
Ola a todos,

Sou neto do senhor Jose Augusto (Tio Misé) que sai na reportagem a falar que vendia azeite durante mais de 60 ou 70 anos. Quero que saibam todos que tem 91 anos! É um campeao! Sobre o tema principal da reportagem, é incrivel como todos estes assuntos nao passam às novas geraçoes. Sao como temas meio proibidos! É importante continuar a investigar e aproveitar enquanto é possivel os testigos de gente como o meu avô para assim preservarmos a nossa identidade e saber mais sobre as nossas origens. Almocreve deve continuar a divulgar a nossa cultura. Estou seguro que ainda nos vai dar muitas mais alegrias e inclusivé surpresas!

Un grande abraço a todos os Carçonences,

Pedro Miguel Gonçalves Jerónimo, neto do Eduardo Chabardo y do Tio Misé
De almocreve a 16 de Julho de 2008 às 13:34
Olá Pedro.
Obrigado pelo teu comentário.
Tu tens uma “mina” de informação acerca da comunidade judaica de Carção e do seu estilo de vida “Almocreves” à tua frente, o teu avô – o Tio Mizé.
Aproveita todas as suas lembranças do teu avô e não sei se aproveitaste as da tua avó, que ainda a conheci muito bem (uma pessoa extremamente culta e que sabia uma infinidade de orações, salvo erro, tanto judaicas como cristãs).
Quando vieres a Carção e aproveita e explora ao máximo as vivências passadas dos teus familiares, sobretudo as dos teus bisavôs, que, segundo o Tio Mizé, ainda acendiam uma lamparina ao sábado.
Um abraço
De Rosario Andrade a 16 de Julho de 2008 às 19:41
Brilhante! Adorei as gentes de Carção a protagonizar a reportagem. Obrigada por a disponibilizarem aqui... de outra maneira não teria oportunidade de a ver.
Parabéns!

Beijicos
De almocreve a 16 de Julho de 2008 às 23:45
Olá Rosário.
Este é um de outros documentários acerca da história de Carção.
bjs.
De Susana a 16 de Julho de 2008 às 22:00
Olá Paulo,
Não resisto em colocar esta citação da obra de Camilo Castelo Branco para descrever o documentário, a aldeia, campo envolvente, a historia, enfim... e uma vez que citaste a obra anteriormente:)

"Vou falar-lhes dum reino maravilhoso.
Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo.
O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração,depois, não hesite.
Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar.
Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.
Vê-se primeiro um mar de pedras.
Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador.
Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo de uma grande hora.
De repente, rasga a espessura do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:

- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...

Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro.
Que penedo falou?
Que terror respeitoso se apodera de nós?
Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
- Entre!
A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso".

Paulo, Carção é uma localidade lindíssima e qualquer recanto do que tenho visto, está cheio de história, embora, por vezes, triste com foi o caso da inquisição!
Bjs.
De almocreve a 17 de Julho de 2008 às 00:04
Olá Susana
Fico contente que tenhas gostado do documentário e sobretudo de Carção, contudo quem descreveu o Reino Maravilhoso não foi Camilo de Castelo Branco, mas Miguel Torga, lol… mas fico muito contente que tenhas sentido Carção desta forma, agora só falta vires conhecê-la pessoalmente.
No entanto, Camilo de Castelo Branco, também refere Carção na sua obra mais importante “Amor de Perdição”.
Outra personagem importantíssima que soube há muito pouco tempo que conhecera Carção, foi o Pe. António Vieira, que entre outras coisas referiu que no seu tempo existiam povoações inteiras só de cristãos-novos, como na aldeia de Carção, no distrito de Bragança.
Enfim, já no século XVII, Carção era uma grande referência a nível nacional.
Bjs.
De Margarida Costa Andrade a 17 de Julho de 2008 às 18:11
Que espectáculo! Adorei ver a reportagem, e espero pela continuação...
Acho que eu sou um daqueles casos de mistura entre Cabrões e Judeus, mas ainda tenho de dedicar-me a descobrir melhor os meus antepassados. É verdade que judeus são apenas aqueles que seguem essa linha por parte materna? É que eu acho que a minha avó não era judia...

Embora seja nada e criada em Coimbra, fui conseguindo manter a minha ligação a Carção, onde passei momentos inesquecíveis da minha infância e juventude!
Ainda tenho muito para descobrir sobre esta aldeia, e conto com este blog — que acabei de conhecer por indicação do Pedro Jerónimo — para o fazer. Vou passar a ser visitante assídua!

Bom trabalho!
De almocreve a 17 de Julho de 2008 às 20:40
Boa noite Margarida,
Obrigado pela sua visita e bem-vinda ao nosso espaço dedicado inteiramente a Carção e naturalmente à revista Almocreve.
Em relação à questão que colocas “se os judeus são apenas aqueles que seguem a linhagem por parte paterna” não lhe sei responder, mas pelos teus apelidos (Costa e Andrade), com grande certeza lhe digo que são de origem judaica. Aliás, a família Costa vem de Castela e posteriormente segue para Vimioso e de seguida é que se instala em Carção e Porto, muito ligada ao negócio do tabaco e açúcar em Hamburgo e Amesterdão no início do século XVII, salvo erro. É também das primeiras famílias a sofrerem o grande tormento do Tribunal do Santo Ofício. Mas com o livro “Carção, a capital do marranismo” poderás tirar essas conclusões e muitas outras.
Quanto à família Andrade também não restam dúvidas, contudo não é tão referenciada neste livro, pois os autores estudaram 50 processos, mas Carção tem na Torre do Tombo mais de 250 processos o que significa que existem ainda muitas coisas por saber e muitas famílias por estudar.
É obvio que a história de Carção continua a ser um grande enigma e como já foi dito noutros comentário, qualquer recanto da povoação tem uma história fantástica para contar.
Há dois dias atrás, conseguimos descobrir um símbolo judaico interessantíssimo que também já começou a percorrer o mundo. Numa das portas de uma casa, na rua do meio, fomos descobrir um Leão coroado que segundo alguns investigadores e um dos principais responsáveis pelo centro da cultura judaica – casa de cultura de Israel – São Paulo (Brasil), o Leão simboliza “O Guardião do Templo”, imagem muito interessante que podes verificar neste blog.
Obrigado pelo teu comentário,
Cumprimentos

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