Sábado, 6 de Setembro de 2008

Finalmente deu-se um mercido destaque à nossa povoação - "Carção continua a ser notícia"

 

 

 

Foto: Aida Sofia Lima

“Temos que criar uma Rota de Judeus”

 

Associação cultural apresenta obras literárias sobre Carção e as suas gentes

Criar uma rota turística a partir da história dos judeus em Trás-os-Montes foi a proposta que António Júlio Andrade adiantou no lançamento dos livros “Carção - A Capital do Marranismo”, de quem é autor em parceria com Maria Guimarães, e “Carção - Um Pedacinho do Reino Maravilhoso”, de Sofia Jerónimo, evento decorrido no passado dia 29 de Agosto, aquando das festas de Nossa Senhora das Graças de Carção, e organizado pela Associação Cultural dos Almocreves de Carção. Segundo António Andrade, “não é por acaso que na década de 80 apenas duas terras do interior de Portugal aumentaram a população, ou seja, Belmonte e Castelo de Vide. Aconteceu porque investiram no turismo e um turismo de judeu. Foram as únicas duas terras que deram importância às chamadas rotas dos judeus, criando museus e atraindo turistas”. “Nós, transmontanos, temos uma herança cem vezes superior à de Castelo de Vide ou Belmonte, que tem apenas meia dúzia de processos, e nunca fomos capazes de tirar partido disso”, criticou. Para o estudioso, seria importante a criação de uma rota de judeus, uma vez que existe uma herança judaica e marrana muito elevada, quer em Carção, Bragança, Chacim, Vila Flor, Mogadouro e outras terras do distrito. “Esperemos que o lançamento deste primeiro livro, que conta a história de judeus baptizados obrigados a seguir o cristianismo, o que os colocava numa situação difícil a que chamamos marranismo, e o movimento que se está a gerar seja um primeiro passo”, concluiu. António Andrade e Maria Guimarães estão já a realizar um outro estudo, este sobre Miranda do Douro, que revela vivências distintas das de Carção, como explicou a autora: “estamos agora a fazer outro trabalho sobre Miranda do Douro. Enquanto em Miranda do Douro os cristãos novos judaizavam no coração e aos Sábados não vestiam camisa lavada, pois sabiam que se o fizessem seriam alvo e apontados como judaizantes e seriam presos; guardavam os jejuns, rituais e vestiam camisa lavada no coração; em Carção era diferente, era tudo às claras. Eram uns provocadores”.

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Vivências de antigamente

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“Carção - Um Pedacinho do Reino Maravilhoso” é o título do livro de Sofia Jerónimo, em cujas páginas se imprime a história de Carção desde os anos 60. Através da poesia, a escritora revela um conjunto de vivências que ajudam a ilustrar modos de vida de antigamente. “O meu livro é um pequeno historial da vida dos carçonenses a partir dos anos 60, 70. A vida era muito diferente, simples, dura, muito trabalhosa, com classes separadas, mentalidades distintas...o que eu registo são vivências dessa altura que aos poucos e poucos, com a emigração, migração, novos ventos da sociedade...têm desaparecido”, explicou. Este primeiro volume de Sofia Jerónimo, que já tem o próximo concluído, pretende deixar nas gerações mais novas o conhecimento de como tudo acontecia no passado, para que valores, tradições, costumes não se percam.

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Poesia da heterogeneidade

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“O livro é sobre coisas pessoais, os meus diários, as minhas opiniões, coisas que me interessam, coisas que me intrigam”, revelou Sara Afonso, autora do livro “Enquanto o tempo quiser”, também apresentado em Carção no decorrer das festas de Nossa Senhora das Graças. Trata-se de uma colectânea com cerca de 60 poemas onde a escritora reflecte sobre a sociedade, sentimentos, actualidade e outros temas, uma diversidade de conteúdos que se pode relacionar com o próprio título da obra.

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Por: Aida Sofia Lima

 


 

 

 

 

 

Foto: Aida Sofia Lima

“II Feira de Artesanato”

 

Associação mostra-se empenhada em preservar e perpetuar o artesanato da região

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A II Feira de Artesanato de Carção, concelho de Vimioso, que decorreu no passado fim-de-semana, no âmbito das festas de Nossa Senhora das Graças 2008, contou com cerca de uma dúzia e meia de expositores, um número superior ao do ano anterior. “A feira teve início no ano passado, pois achámos que Carção deveria ter algo mais para além da festa. No ano passado aventurámo-nos e foi uma feira ainda em pequena escala, com dez artesãos. Este ano, como correu bem, continuámos, e está um pouco maior, com 14 expositores. O objectivo será ir crescendo aos poucos”, explicou Paulo Lopes, presidente da Associação Cultural dos Almocreves de Carção, organizadora do evento. Acrescentou que “é urgente mantermos o artesanato e incentivar os mais novos a dar continuidade a estas artes”. Na feira estiveram presentes muitos artesãos de fora do concelho, no entanto, ao contrário da primeira edição, alguns locais quiseram marcar presença, como referiu o presidente: “no ano passado a maioria dos artesãos era de fora, mas este ano já temos gente de cá, como os brinquedos de madeira, o stand do lar de idosos, a nossa associação...temos ainda em exposição algumas das peças das cerca de 13 tecedeiras que ainda temos em Carção”. Empenhada na recolha e preservação da cultura de Carção através da revista Almocreve, surgida em 2002, a associação tem desenvolvido diversas actividades, como a feira de artesanato, construção de dois blogues na internet sobre a região, publicação de um glossário da aldeia, publicação de livros, entre outras, contando com o apoio de associações, Câmara Municipal de Vimioso e Junta de Freguesia de Carção.

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Por: Aida Sofia Lima

 

 


 

 

 

 

 Foto: Teresa Batista

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 História de Carção imortalizada em livros”


Sofia Jerónimo, natural de Carção, no concelho de Vimioso, compila as suas vivências e memórias da sua terra natal no livro intitulado “Carção: Um pedacinho do ‘Reino Maravilhoso’”, apresentado na passada sexta-feira.
Sofia Jerónimo, natural de Carção, no concelho de Vimioso, compila as suas vivências e memórias da sua terra natal no livro intitulado “Carção: Um pedacinho do ‘Reino Maravilhoso’”, apresentado na passada sexta-feira.
Esta obra assume-se como “um pequeno historial da vida dos carçonenses nos anos 60/70”, altura em que a autora tinha apenas 12 anos. “Saí de cá há 50 anos, mas tenho presente na minha memória o que era a vida nesse tempo”, acrescenta Sofia Jerónimo.
Nessa altura, a autora conta que a vida era muito diferente, caracterizando-a como simples, dura e com muito trabalho. Em Carção, estes tempos eram marcados pela antagonia entre os lavradores e judeus, dois grupos que tinham vidas completamente separadas, não sendo permitidos casamentos entre eles.
As mentalidades também divergiam completamente. “Por exemplo, as mulheres dos judeus não trabalhavam, cuidavam apenas da casa, ao passo que as dos trabalhadores iam para o campo. Também só os filhos dos judeus é que se formavam, dado que os lavradores precisavam dos seus para trabalhar na terra”, conta Sofia Jerónimo.
Com a publicação dos seus escritos, esta carçonense pretende dar a conhecer às gerações mais novas a história que orgulha o povo desta freguesia transmontana. Vivências, costumes, preconceitos, actividades, carências, recursos sócio-económicos, mentalidades, ocorrências são algumas das temáticas abordadas nas cinco partes que preenchem as 211 páginas que compõem este livro.
“Para já editei a parte da poesia. A outra parte que completa as minhas vivências em Carção vai ser publicada num segundo volume”, acrescenta a autora.

Revista Almocreve pretende dar voz aos testemunhos da história e tradições que marcam a vida da população.

Recorde-se que Sofia Jerónimo dedicou a sua vida à docência, tendo a escrita assumido um papel de relevo na sua vida. Antes de editar este livro publicou alguns trabalhos na revista Almocreve, que é propriedade da Associação Cultural dos Almocreves de Carção.
A 6ª edição desta publicação, que pretende ser “um retrato das gentes de Carção”, também foi apresentada na passada sexta-feira, no âmbito das Festas em honra da Nossa Senhora das Graças.
Este dia foi ainda marcado pela apresentação do livro “Carção – A capital do Marranismo”, da autoria de António Júlio Andrade e de Maria Fernanda Guimarães. Tal como o Jornal Nordeste já noticiou, esta obra dá a conhecer os contornos do Marranismo nesta freguesia transmontana, onde a Inquisição queimou mais de 18 pessoas e prendeu mais de 200 por se dedicarem a este culto.
No ar fica o desafio às entidades regionais para apostarem na criação da Rota dos Judeus de Trás-os-Montes, onde esta cultura está muito vincada, no sentido de promover o desenvolvimento através do turismo.
Sofia Afonso, por seu turno, deu a conhecer o seu primeiro livro, intitulado “Enquanto o tempo quiser”, que compila cerca de 60 poemas alusivos a diversas temáticas, desde a actualidade aos problemas da sociedade.

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Por: Teresa Batista

 

 


 

 

 

“Feira de Artesanato para preservar cultura de Carção”

 

No passado fim-de-semana decorreu a segunda edição da Feira de Artesanato em Carção. Organizada pela Associação Cultural dos Almocreves, é a segunda edição da mesma e tem vindo a aumentar o número de artesãos.

Paulo Lopes, presidente Associação, explica que a feira se iniciou o ano passado “porque Carção precisava algo mais do que só a festa. Assim, o ano passado aventurámo-nos numa feira em pequena escala, com apenas cerca 10 artesãos, e este ano continuámos e a tendência é que evolua aos poucos”.
A feira de artesanato é também uma forma de ajudar a associação a recolher e preservar a cultura da aldeia de Carção, por exemplo, as conhecidas tecedeiras estão a desparecer e o evento pode ajudar a incentivar a continuar aquela arte.
A segunda edição da Feira de Artesanato de Carção contou com 14 expositores de artesãos de Carção e do resto da região.

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Por: José Carlos 

 

 


 

 

 

“Carção lança livro sobre o marranismo”

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 “Carção - Capital do Marranismo” é o nome da obra escrita por António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães. Uma obra que resulta do trabalho de investigação feito pelo duo sobre a forte influência dos marranos na aldeia de Carção, em Vimioso e que se baseou em parte na leitura de processos instaurados pela Inquisição aos cristãos novos daquela localidade.
Os marranos eram os cristãos novos, judeus convertidos, por obrigação, ao cristianismo mas que nunca abandonaram a sua religião, “viviam entre o cristianismo e o judaísmo e rezavam tanto ao Deus cristão como ao Deus dos judeus mas a Inquisição seguiu-os por todo o país”.
Palavras de António Júlio Andrade, um dos autores do livro que explica também porque a aldeia de Carção se pode denominar a capital do marranismo, “em Carção, a população dos marranos era capaz de ter tanto ou mais influência que a dos cristão, e a Inquisição abateu-se sobre este povo de uma forma muito intensa, massacrando a aldeia”.
O autor aproveita para deixar um apelo, Trás-os-Montes deve seguir o exemplo de outras localidades e aproveitar o rico património judaico que existe e criar uma Rota do Judeu.
“Carção – Capital do Marranismo” é o nome da obra escrita por António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães que aborda o impacto dos cristãos novos na aldeia de Carção, concelho de Vimioso.

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Por: José Carlos 

 

 


 

 

“Carção aposta na preservação da identidade cultural”

 

 Carção, uma aldeia do concelho de Vimioso, organizou no passado fim-de-semana a segunda edição da Feira de Artesanato.
Esta iniciativa pretende difundir as particularidades culturais desta localidade nordestina, contribuindo assim para a sua preservação.
Este ano o evento contou com 14 expositores de produtos artesanais provenientes da aldeia e das imediações.
A segunda edição da feira de artesanato de Carção, organizada pela Associação Cultural Almocreve, ficou marcada pelo lançamento do livro intitulado “Carção - Capital do Marranismo”.
A obra, da autoria de António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães, resulta de uma investigação histórica que dá conta da influência dos judeus na cultura da localidade.

 

 


 

                       

 

 

“Carção – Vimioso – Reino de León”

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Mezuzah e Menorah no Brasão da Aldeia de Carção, Vimioso, Trás-os-Montes- Reino de León.

Os caminhos dificeis e secretos dos Bnei-Anussim de uma aldeia transmontana.

A verdadeira história sempre foi abafada. Obstáculos imensos. Negacionismos vários.

Daquela aldeia foram queimados nas fogueiras da Inquisição mais de 60 cristãos-novos.

Terra natal de António Granjo, Sant' Anna Dionísio, no Guia de Portugal "esqueceu-se" de referir estes e outros factos históricos.

Outros aldrabam pura e simplesmente a origem de vocábulos próximos do Astur e Leonês com o firme propósito de "enterrar" a verdade.

Até Camilo Castelo Branco se ficou pela rama...  

Ele há cada um...

 

publicado por almocreve às 22:46
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3 comentários:
De Jogos Online a 2 de Dezembro de 2010 às 00:09
Adorei, Paula
De Jogos a 3 de Dezembro de 2010 às 15:16
Gosto muito deste blog, parabens

Paula
De Jogos a 6 de Janeiro de 2011 às 12:57
este blog é fantastico, parabens

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