Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Os Cornitchos ou Cornitchoilos...

Van Gogh - Sheaves of wheat in a field

 

 “Naquele tempo o centeio era rei. Cultivava-se com abundância em terras que não eram exigentes. Aí por volta de Junho, já com a espiga formada, cresciam-lhe uns grãos espúrios, compridos e pretos, a que chamávamos «cornichos» (para ser realista leiam cornitchos). Apanhá-los sem tombar os caules e embolsá-los num lenço atado com um nó em cada uma das quatro pontas era uma alegria pela boa safra. Os peliqueiros que vinham nas azémolas, oriundos de misteriosas terras de judeus (Campo e Carção) anunciavam-se com cantilena melódica: «hei, péis e conichoulos!». Pagavam-nos bem.

Para nós, garotos pobres, representava um bom pecúlio que até dava para comprar licor (água com açúcar escuro, claro!)às doceiras que abancavam, de graça, no exterior do adro na festa de Santa Bárbara que aí vinha. (Só bem depois, já muito civilizado, é que conheci a palavra «mesada», que nunca usei).

Para que serviriam aqueles pequenos espigões pretos oblongos? Não sei; dizia-se que era matéria-prima para fabrico de explosivos. Seria... era tempo de guerra.
«Bons tempos», como diziam há 50 anos os habituais e certeiros analistas do Balcão, e como eu vos direi quando, no Verão, nos encontrarmos”.

 

publicado por almocreve às 03:27
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Mais algumas fotos da Festa - anos setenta...

Procissão de Velas - 1971

 

 

Procissão de domingo - 1971

 

publicado por almocreve às 01:07
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Ainda a recordar a Festa - anos setenta...

Festa da Senhora das Graças (Carção) - 1968

 

Festa da Senhora das Graças (Carção) - 1971

 

Festa da Senhora das Graças (Carção) - anos setenta

 

 

 

publicado por almocreve às 00:58
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Recordar a Festa há cerca de 40 anos...

"Festa de Nossa Senhora das Graças em 1971 - Bairro de Cima"

 

 

"Festa de Nossa Senhora das Graças em 1972 - Praça"

 


 

 "Festa de Nossa Senhora das Graças nos anos 70 - Praça"

 


 

 

A linda aldeia de Carção,

Homenageia com fervor e devoção,

A Virgem Nossa Senhora.

É a Excelsa Padroeira,

Desta aldeia Transmontana,

Que sua protecção implora.

 

Pela terras mais distantes,

Andam os seus emigrantes,

Procurando ganhar a vida.

Mas levam sempre na lembrança,

Como guia e esperança,

A Virgem Santa Maria.

 

No último Domingo de Agosto,

Tudo aqui está aposto,

Para LHE agradecer.

A protecção concedida,

Nos maus momentos da vida,

Só Ela os Pôde socorrer.

 

As ruas profusamente engalanadas,

Todas coloridas e enfeitadas,

Toca a banda de música afinada.

Brilham luzes nas janelas,

Na solene Procissão de Velas,

E missa ao ar livre na Praça.

 

Segue-se animado festival,

Com folclore e musical,

A que chamam as Vésperas.

No Domingo pela alvorada,

Lá vai a música junto de cada casa,

Para receberem as ofertas.

 

Aqui os mordomos da festa,

Fazem toda a despesa,

A crédito, e grande esforço.

Confiam na palavra e devoção,

E no generoso coração,

Das gentes deste povo.

 

No Domingo após o meio - dia,

O sino a todos convida,

Ouvir a Santa Missa e o Sermão.

Seguindo pelas ruas novamente,

Acompanhada de toda a gente,

A majestosa Procissão.

 

É muito antiga a tradição,

De, as pessoas na procissão,

Recolher suas promessas.

Por vezes há quem proteste,

Mas o povo não obedece,

E para junto das janelas.

 

Com lindas colchas enfeitadas,

Pessoas sobre elas debruçadas

Erguem as fitas do andor com devoção.

Enchem-nas de dinheiro,

Ganho pelo mundo inteiro,

Sob a divinal protecção.

 

Das mãos divinas de Maria,

Emerge uma luz divina,

Através das suas Graças.

É luz do Espírito Santo,

Que sob sãs dobras do seu manto,

Toda agente resguarda.

 

Cantam todos o seu Hino,

Um Avé ardentíssimo,

Em louvor da sua Padroeira.

«No Céu, na terra e no mar,

Sois Rainha sem par,

Das Graças a mensageira».

 

As bandas sempre a tocar,

As pessoas alegremente a dançar,

Enchem o largo das Fontes. (L. J. dos Santos)

Lindo e variado fogo - de - artifício,

Uma profusão de cor, luz e brilho,

Ilumina a escuridão da noite.

 

Pela alta madrugada,

Tudo recolhe a casa

Para poder descansar.

Porque as férias acabarão

E em breve voltarão

Aos deus postos para trabalhar.

 

Esta fervorosa devoção é igual,

Por todo o nosso Portugal,

Terra de Santa Maria.

D. João I V A coroou

Sua coroa Lhe doou,

Tornando-a nossa Rainha.

 

Hoje Parece uma cidade,

Esta nossa localidade,

Trás dos montes escondida.

As ruas estão cheias de gente,

Revendo-se alegremente,

Amigos, conhecidos e família.

 

Cumprimentam-se com amizade,

São recebidos com hospitalidade,

E lhes oferecem suas casas.

Todos em perfeita sintonia,

Veneram a Virgem Santa Maria,

Nossa Senhora das Graças1

 

1 - Sofia Jerónimo "Carção, um pedacinho do Reino Maravilhoso" - 2008

publicado por almocreve às 01:49
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

“Festas de Carção 2008 - O Regresso às Tradições”

 

Festa em Honra de São Roque - Regresso a um ritual que já há mais de 20 anos não era praticada

No dia 15 e 16 de Agosto, realizou-se uma cerimónia que já não era praticado há mais de 20 anos. Até esta data era costume a imagem nova (grande) de São Roque, em conjunto com Nossa Senhora do Rosário, irem em procissão da igreja matriz, até à capela de São Roque, seguindo-se uma missa campal e bênção dos animais.

Este ano, a mordomia 2008, tentou quebrar este ritual e voltar às origens. Da igreja matriz, em procissão em direcção à capela de São Roque, seguiu apenas a imagem de Nossa Senhora do Rosário, para grande confusão de alguns populares. Após chegada à capela, saiu também em procissão (três voltas à capela) a antiga e pequena imagem de São Roque. Após realização da missa campal, seguiu-se a bênção dos animais. É de salientar que este ano foram muitas as pessoas que decidiram levar os animais, como há muito não se via. Por fim, o pequeno e elegante São Roque seguiu em procissão até à Igreja Matriz, para percorrer as principais ruas da aldeia no dia 16 de Agosto. Foi uma festa muito interessante e curiosamente, onde muitos populares puderam visualizar a antiga imagem de São Roque pela primeira vez.

 

Imagem do São Roque pequeno

 

Procissão em redor da capela

 

Animais para serem benzidos

 

Animais para serem benzidos

 

 

Festa em Honra de Nossa Senhora das Graças - procissão de Velas

Um cenário deslumbrante…

 

É sabido a veneração que o povo carçonense tem pela Nossa Senhora das Graças. 

Este ano, a festa teve lugar no dia 30 e 31 de Agosto, para o desgosto de muitas pessoas que não puderam assistir às festividades derivado no dia 1 de Setembro terem de regressar à labuta, muitos em França, Espanha e mesmo em Portugal continental. Comparativamente a anos anteriores, notou-se que havia menos pessoas a assistirem às festividades, no entanto a crença à Virgem, continuou a mesma de sempre. 

No dia 30, pelas 21 horas, teve lugar a procissão de Velas e missa campal no largo das Fontes. O cenário no decorrer da procissão e sobretudo no largo das Fontes foi inesquecível. Segundo os mais velhos:

 - Nunca Carção teve um cenário tão belo.

Pelas ruas, ao contrário do que se verificava em anos anteriores, grande parte das janelas estavam repletas de velas e no largo das Fontes, essa intensidade foi ainda maior. Foi maravilhoso verificar todas as janelas e varandas revestidas de pequenas velas, dando um cenário fascinante a todo o culto. A Almocreve e Comissão de Festas 2008 disponibilizaram e encarregaram-se de colocar no largo mais de 800 velas, mas o número aumentou bastante com a motivação das pessoas. 

Sabemos que a próxima mordomia, para a festa de 2009 vai disponibilizar mais de 1500 velas para serem colocadas ao longo do percurso! Será que este cenário vai tornar-se num novo costume e sobretudo atracção para forasteiros?

 

Procissão dde Velas - Bairro do Meio

 

Procissão de Velas - Bairro de Cima

 

Procissão de Velas - Bairro de Cima

 

Procissão de Velas - Varandas cheias de velas

 

Procissão de Velas - Janelas cheias de velas

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Largo das Fontes

 

Procissão de Velas - Praça

 

Procissão de Velas - Bairro da Igreja

 

 Procissão de Velas - Fim da procissão

 

 

 

Festa em Honra de Nossa Senhora das Graças - procissão de Domingo

O cumprimento das promessas…

Se no dia 30 assistimos a milhares de velas no decorrer da procissão, no dia 31 de Agosto presenciamos outro acontecimento que de alguns anos a esta parte estava a cair de desuso: a colocação de colchas nas varandas.

Nas fachadas das casas, especificamente janelas e varandas por onde passou a procissão, estavam engalanadas com ricas tapeçarias de lã, linho e outros materiais, trabalhadas com toda a certeza, grande parte, pelas mãos ágeis das tecedeiras da povoação. Foi mais um momento inesquecível, pois ao longo do percurso, pudemos verificar algumas dezenas.   

Outra tradição ou manifestação de fé muito antiga, que a própria igreja não consegue modificar é durante a procissão, o andor da Virgem parar em todas as casas que têm promessas ou apenas devoção, para os fiéis prenderem nas fitas do andor dinheiro e objectos em ouro, como forma desse cumprimento. Esta forma dos fiéis exteriorizarem a sua fé, embora muito controversa, também parece cada vez mais enraizada nos populares, que teimam em mantê-la.

As mordomias de São Roque e de Nossa Senhora das Graças estão de parabéns, pois deram grande valor ao culto religioso e sobretudo conseguiram motivar os populares para regressarem às tradições.

A Almocreve agradece todo o trabalho destes mordomos, disponibilizando grande parte das suas férias para trabalhar em detrimento das festas, para que decorressem da melhor forma e, mais uma vez, elevarem bem alto o Bom Nome de Carção.

Presentemente, todos nós podemos dizer que estas são as melhores festas do concelho de Vimioso, uma das melhores do distrito de Bragança.   

 

"casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

 "casas engalanadas com bonitas colchas de linho e lã"

"O cumprimento das promessas"

"O cumprimento das promessas "

 "O cumprimento das promessas"

 

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 "O cumprimento das promessas"

 

"O cumprimento das promessas "

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 "O cumprimento das promessas"

 

"O cumprimento das promessas "

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 

 "O cumprimento das promessas"

 

 "A procissão"

 

publicado por almocreve às 11:54
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

THE JEWS OF CARÇÃO, THE CAPITAL OF MARRANISMO

 

 

A new book (in Portuguese), entitled, Carção, The Capital of Marranismo, was recently launched in the village of Carção, in the province of Tras-os-Montes (behind the mountains), in north-eastern Portugal.
The book, 198 pages long, is based on primary research of 50 Inquisition files out of 250 cases from Carção held at the national archives at Torre de Tombo in Lisbon. Written by Maria Fernanda Guimarães and Julio Andrade, the work is based on Fernanda's research at the archives. Fernanda, a retired travel executive works full time studying and transcribing archival records at Torre de Tombo.
The Inquisition files are quite detailed and in most cases in excellent condition. The files, totalling approximately 40,000 cases read like modern day court transcripts, rich in details of family geneology, assets and business interests of the accused, Jewish rituals the accused allegedly participated in, the food they ate, the torture they underwent, particulars of sentencing etc. The records survived the great Lisbon earthquake of 1755 because they were housed in St. Jorge's castle high up on a hill east of downtown (baixa)Lisbon which was destroyed by successive quakes, a tsunami and 3 days of fire starting November 1, 1755. The largest judaria in Portugal had been located in the area destroyed.
To see the cover of the book and read more about its contents, see the blog of the friends of Carção (http://almocreve.blogs.sapo.pt/24786.html).
Also, Portugal's national educational Tv channel, RTP2, filmed a 10 minute segment on the story about the Jews of Carção with some exceptional images of older local people who still identify themselves as Jews to this day. The book launch, attended by over 100 people in a village of 400 include the local reeve and mayor who are sponsoring Fernanda in further research and who wish to reclaim the area's Jewish heritage to promote cultural tourism.
The interview with the book's authors relates the story of a secret rabbi who travelled to Livorno to get instruction and bring back books to Carção. He was the head of a Catholic 'confraria' (ie. a fraternity) which was a cover for the secret Jews of Carção to carry out their rituals, including one entitled 'missa seca', (ie. dry mass).
See (http://www.youtube.com/watch?v=3eDlkoY5S6M)

 

publicado por almocreve às 02:08
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Mais algumas notícias em jornais e rádios da região...

                               

 

Livro sobre o impacto dos cristãos novos na aldeia de Carção

"Carção - Capital do Marranismo" é o nome da obra escrita por António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães, uma obra que resulta do trabalho de investigação feito pelo duo”.

O trabalho teve grande influência dos marranos na aldeia de Carção, em Vimioso e baseou-se, em parte, na leitura de processos instaurados pela Inquisção aos cristãos novos daquela localidade.
António Júlio Andrade, um dos autores, explica porque a ladeia de Carção se pode denominar a capital do marranismo e explica quem era os marranos. O autor aproveita para deixar um apelo: Trás-os-Montes deve seguir o exemplo de outras localidades e aproveitar o rico património judaíco, que existe, e criar uma Rota do Judeu.

Ver/ouvir em: http://radioclube.clix.pt/programacao/radios_locais/body.aspx?id=11920

 

 

 

 


 

    

 

 

Carção na Rota do Turismo Judaico

Um das mais importantes comunidades judaicas de Trás-os-Montes deixou as suas raízes em Carção. O património espalhado pela aldeia tem potencialidade para integrar a rota do turismo judeu e assim atrair pessoas e desenvolvimento para a pequena aldeia do concelho de Vinhais. “Carção – A Capital do Marranismo”, o livro de António Júlio Fernandes e Maria Fernanda Guimarães foi mais um passo para dar conhecer a influência que os marranos tiveram na história de Carção.

A obra resulta da investigação de 50 dos 250 processos da Torre do Tombo instaurados pela Inquisição aos judeus daquela localidade. Os marranos são cristãos novos, que por força da inquisição foram obrigados a converter-se ao cristianismo, mantendo – se em segredo fieis à sua religião. A fogueira da Inquisição sacrificou 18 pessoas de daquela aldeia, sendo que mais de 200 foram presos.
“A aldeia foi autenticamente massacrada e por isso merece ser a capital do marranismo” frisou António Júlio Fernandes, um dos autores. “Apesar de muitas terras terem sofrido com a inquisição, Carção foi uma das mais massacradas em proporção do número de habitantes e a capacidade que estas pessoas tiveram de resistir das formas mais estranhas que há.”
O autor deixou ainda o apelo às autoridades locais para tirem partido do vasto património judaico da região para atrair turistas, citando dois exemplos nacionais. “Na década de 80 só houve duas localidades que aumentaram de população no interior do pais. Belmonte e castelo de vide, porque investiram no turismo judeu. Os transmontanos têm uma herança em termos de património judeu, mil vezes superior à de Castelo de Vide e Belmonte. Nunca fomos capazes de tirar proveito disso.”

 

“Um pedacinho de reino maravilhoso”

“Carção, um pedacinho de Reino Maravilhoso” compila as vivências da adolescência em Carção da autora, Sofia Jerónimo.
“É um pequenos historial da vida dos Carçonenses a partir dos anos 60 e 70. A vida era muito diferente, muito trabalhosa, com as duas classes separadas, dois grupos antagónicos”. De acordo com Sofia Jerónimo, lavradores e judeus dividiam a aldeia, duas classes que tinham mentalidades de costumes completamente diferentes. Enquanto que as mulheres dos judeus se ocupavam das lides domésticas, as esposas dos lavradores ajudam-nos no campo. Os filhos dos lavradores tinham por destino seguir o ofício dos pais. Já os judeus procuravam proporcionar a melhor formação aos descendentes.
“O que registo no meu livro são vivências desse tempo que aos poucos com a emigração, com a migração e com os novos ventos da sociedade têm desaparecido. O objectivo é que as gerações vindouras conheçam a vida dos avós”, sublinhou a autora.
O livro que terá um segundo volume para retratar Carção na actualidade. Nas palavras da autora, a aldeia “está um pouco descaracterizada, mas tem outro conforto, com modos de vida diferentes, que proporcionam ás crianças uma cultura que não existia na altura”.

Por: S.R.

Ver em: http://www.o-informativo.com/content/view/1977/36/

 

 


 

  

 

Associação Cultural projecta Museu Etnográfico

 A preservação da cultura e identidade de Carção é o principal objectivo da Associação Cultural dos Almocreves de Carção. No seguimento deste princípio, em parceria com a CARAMIGO (Associação para Melhoramento de Carção), a Associação está a desenvolver o projecto de um Museu Etnográfico, para além da revista “Almocreve”, que já vai na sexta edição e da Feira de Artesanato que se realizou este ano pela segunda vez.
“A Associação tem como finalidade a recolha e preservação da cultura local através da revista Almocreve. Este foi o primeiro objectivo em 2002 aquando do surgimento. Desde então fomos evoluindo e hoje além da revista realizamos outras actividades”, revelou Paulo Lopes, presidente da colectividade.
Em 2007, a feira do Artesanato surgiu como complemento das Festas de Nossa Senhora das Graças, que contou com a presença de 10 artesãos da região. Este ano, a feira voltou a realizar-se com a presença de 14 expositores. “Em 2007 grande parte dos artesãos eram de fora, mas este ano já contámos com a presença de expositores da aldeia. Presente está também uma exposição de pequenos objectos de algumas das tecedeiras da aldeia” referir Paulo Lopes.
A repetição do certame visa despertar nos mais novos o gosto pelos ofícios para que estes não se percam. Como é o caso da tecelagem. Em Carção existem 12 tecedeiras, todas elas ainda em actividade, mas com mais de 60 anos e sem candidatos para dar continuidade ao ofício.
Em parceria com a CARAMIGO a Associação ambiciona agora a criação de um museu etnográfico, onde possam estar reunidos objectos do quotidiano Carçonense que contem a história da aldeia.
A Associação publicou ainda, no ano transacto um pequeno glossário sobre as palavras que hoje em dia estão em desuso. Já em 2008 recolheram letras dos cantares de antigamente junto da população mais idosa da aldeia.
Disponível on-line está o blog da revista Almocreve em www.almocreve.blogs.sapo.pt.

Por: S.R.

Ver em: http://www.o-informativo.com/content/view/1994/39/

 

publicado por almocreve às 01:48
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Apresentação dos Livros "um dos maiores eventos culturais que Carção já efectuou"

 

“Um dia memorável”

 

Desde há muito que a Almocreve tinha planeado um dia memorável para Carção. Em consequência da publicação da obra intitulada “Carção, a capital do marranismo” da autoria de Fernanda Guimarães e António Andrade e da quantidade de factos inéditos da história marrana de Carção, agendámos para o dia 29 de Agosto, altura em que se encontravam grande parte dos carçonenses na sua terra natal, o I Colóquio Judaico-Trasmontano “o caso de Carção”. Estava confirmada a presença de muitos peritos/investigadores da matéria ligados aos estudos Sefarditas da Cátedra da Universidade de Lisboa e de outras universidades. Não foi possível a realização deste evento para este ano, mas no seu lugar realizamos a apresentação dos livros “Carção, a capital do marranismo” e “Carção, um pedacinho do Reino Maravilhoso”, que no nosso ponto de vista, acabou por se tornar num verdadeiro Colóquio.

Não podemos deixar de salutar o empenho e apoio da C.M. de Vimioso, J.F. de Carção, a Associação CARAmigo e a Comissão de Festas de Nossa Senhora das Graças para que tudo decorresse na perfeição.

Convidamos para moderador o Sr. Francisco Costa Andrade e como intervenientes tivemos os autores dos livros: Fernanda Guimarães, António Andrade, Sofia Jerónimo e Sara Afonso (autora do livro “Enquanto o tempo quiser”) e também o vereador da cultura/vice-presidente da C.M. de Vimioso.

O Salão da Casa do Povo estava deslumbrante. Sobre a mesa e para homenagear as tecedeiras de Carção, colocámos duas belíssimas colchas de linho e nas partes laterais do palco, duas alforges, uma pequena simbologia/representação do almocreve de Carção. Na parede lateral, um grande brasão, símbolo máximo da povoação e os títulos dos livros ao qual o evento foi dedicado.

O mais surpreendente foi verificar um salão repleto de pessoas, muitas das quais já não tiveram lugar no interior do salão. É certo que a maioria da assistência era oriunda de Carção, mas também estava presente muita gente das mais variadas partes do país e que não tinha qualquer ligação a Carção, a exemplo de Lisboa, Belmonte, Alfândega da Fé, Miranda do Douro, Bragança, povoações vizinhas, etc., souberam do evento através dos jornais ou blogue da Almocreve. Outro facto marcante foi a presença em peso de toda a comunicação social da região.

O evento durou cerca de 2 horas, mas o entusiasmo das pessoas nunca desvaneceu, as pessoas não saíram dos seus lugares, tal o interesse demonstrado.

Eu, como presidente/representante da associação Almocreve (organizador do evento) fui o primeiro a intervir e dar as boas vindas a todas as pessoas, chamando de seguida o nosso convidado e moderador Francisco Costa Andrade, que de seguida apresenta todos os intervenientes.

A primeira pessoa a intervir foi Sofia Jerónimo, demonstrando grande sensibilidade, emoção e carinho pelas lembranças passadas na povoação. Seguiu-se o Sr. António Andrade, que focou a urgência de criar uma Rota Judaica na região que juntamente com Fernanda Guimarães, de alguns anos a esta parte, têm vindo a demarcar, como factor importante para o seu desenvolvimento. Por fim, seguiu-se Fernanda Guimarães, onde para além de falar um pouco do livro, focou a importância da "Pedra" localizada na Rua do Meio, onde está representado um Leão Corado em alto relevo – símbolo judaico do “Guardião do Templo”, dos Cruciformes – símbolo da “importância dos cristãos-novos exteriorizarem a sua crença cristã” e da Fénix.

Posteriormente, num dos pontos mais altos do evento, Fernanda Guimarães referiu todos os nomes das pessoas que foram queimadas nas fogueiras dos Autos-de-Fé, vítimas da intolerância/fanatismo religiosa. Enquanto a autora do livro foi referindo cada nome, prestou-se uma grande homenagem com todas as pessoas de pé e em silêncio, a todas essas vítimas. Por fim, falou o vice-presidente da C.M. de Vimioso, o Doutor Jorge Fidalgo da importância de preservar a cultura e criação de uma Rota Judaica para o concelho.

Outro ponto extremamente interessante, foi o debate entre o público e os intervenientes. Foi muito interessante verificar o entusiasmo e interesse das pessoas por esta temática. Foram muitos os que interviram e muitos outros que gostavam de ter intervido, mas o evento já não se podia prolongar muito mais. No “ar”, ficou o desejo dos populares colocarem um memorial de invocação a todas as pessoas relaxadas nos Autos-de-Fé e a importância da criação de uma Rota Judaica na povoação e região.

Por fim, seguiu-se a sessão de autógrafos, o Porto de Honra e o espectáculo dos gaiteiros de Constantim, que fizeram a arruada até à II Feira de Artesanato.

Como destaque, não podíamos terminar este resumo sem falarmos do nosso conterrâneo Francisco Costa Andrade. A sua prestação foi magnífica a todos os níveis: pela organização do salão e apresentação dos livros, pelo seu grande empenho, dedicação e sobretudo, pelo seu grande entusiasmo e sensibilidade demonstrado pelo evento.

Por outro lado, prestamos também os nossos agradecimentos à Fernanda Guimarães, António Andrade, Sofia Jerónimo e Sara Afonso pela presença neste dia memorável.

Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vos deixamos alguns dos registos. Mais tarde, iremos mostrar-vos uma parte da filmagem do evento.

 

 

 

 

Início da Apresentação dos livros: Paulo Lopes - representante da Associação Almocreve

 

 

 

Paulo Lopes - representante da Associação Almocreve

"Finalizando o discurso"

 

 

 

 "O Salão repleto de pessoas"

 

 

 

"Outra vista da assistência"

 

 

 

 "Alguns dos membros da Associação Almocreve"

 

 

 

 "O Brasão de Carção - `Símbolo da freguesia"

 

 

 

"O entusiasmo do Sr. Francisco Costa Andrade - Moderador do evento"

 

 

 

 "A Sónia a ler alguns excertos dos livros"

 

 

 

"O Sr. Francisco C. Andrade a dar a palavra à primeira interveniente - Sofia Jerónimo"

 

 

 

 "Sofia Jerónimo a apresentar a sua obra"

 

 

 

 "O Sr. António Júlio Andrade, segundo interveniente, a salientar a importância da criação de uma Rota Judaica na região"

 

 

 

 "Fernanda Guimarães a realçar a importância de Jorge Henriques e outras pessoas na comunidade marrana de Carção"

 

 

 

 "Homenagem às 18 vítimas relaxadas nos Autos-de-Fé, vítimas da intolerância religiosa"

 

 

 

 "A curiosidade/interesse da assistência nas obras"

 

 

 

"A intervenção do Doutor Jorge Fidalgo - vereador da cultura da C.M. de Vimioso"

 

 

 

"Sessão de autógrafos"

 

 

 

 "Sessão de autógrafos"

 

 

 

 "Sessão de autógrafos"

 

 

 

 "Porto de Honra"

 

 

 

 "O espectáculo dos gaiteiros de Constantim"

 

 

 

publicado por almocreve às 18:27
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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Finalmente deu-se um mercido destaque à nossa povoação - "Carção continua a ser notícia"

 

 

 

Foto: Aida Sofia Lima

“Temos que criar uma Rota de Judeus”

 

Associação cultural apresenta obras literárias sobre Carção e as suas gentes

Criar uma rota turística a partir da história dos judeus em Trás-os-Montes foi a proposta que António Júlio Andrade adiantou no lançamento dos livros “Carção - A Capital do Marranismo”, de quem é autor em parceria com Maria Guimarães, e “Carção - Um Pedacinho do Reino Maravilhoso”, de Sofia Jerónimo, evento decorrido no passado dia 29 de Agosto, aquando das festas de Nossa Senhora das Graças de Carção, e organizado pela Associação Cultural dos Almocreves de Carção. Segundo António Andrade, “não é por acaso que na década de 80 apenas duas terras do interior de Portugal aumentaram a população, ou seja, Belmonte e Castelo de Vide. Aconteceu porque investiram no turismo e um turismo de judeu. Foram as únicas duas terras que deram importância às chamadas rotas dos judeus, criando museus e atraindo turistas”. “Nós, transmontanos, temos uma herança cem vezes superior à de Castelo de Vide ou Belmonte, que tem apenas meia dúzia de processos, e nunca fomos capazes de tirar partido disso”, criticou. Para o estudioso, seria importante a criação de uma rota de judeus, uma vez que existe uma herança judaica e marrana muito elevada, quer em Carção, Bragança, Chacim, Vila Flor, Mogadouro e outras terras do distrito. “Esperemos que o lançamento deste primeiro livro, que conta a história de judeus baptizados obrigados a seguir o cristianismo, o que os colocava numa situação difícil a que chamamos marranismo, e o movimento que se está a gerar seja um primeiro passo”, concluiu. António Andrade e Maria Guimarães estão já a realizar um outro estudo, este sobre Miranda do Douro, que revela vivências distintas das de Carção, como explicou a autora: “estamos agora a fazer outro trabalho sobre Miranda do Douro. Enquanto em Miranda do Douro os cristãos novos judaizavam no coração e aos Sábados não vestiam camisa lavada, pois sabiam que se o fizessem seriam alvo e apontados como judaizantes e seriam presos; guardavam os jejuns, rituais e vestiam camisa lavada no coração; em Carção era diferente, era tudo às claras. Eram uns provocadores”.

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Vivências de antigamente

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“Carção - Um Pedacinho do Reino Maravilhoso” é o título do livro de Sofia Jerónimo, em cujas páginas se imprime a história de Carção desde os anos 60. Através da poesia, a escritora revela um conjunto de vivências que ajudam a ilustrar modos de vida de antigamente. “O meu livro é um pequeno historial da vida dos carçonenses a partir dos anos 60, 70. A vida era muito diferente, simples, dura, muito trabalhosa, com classes separadas, mentalidades distintas...o que eu registo são vivências dessa altura que aos poucos e poucos, com a emigração, migração, novos ventos da sociedade...têm desaparecido”, explicou. Este primeiro volume de Sofia Jerónimo, que já tem o próximo concluído, pretende deixar nas gerações mais novas o conhecimento de como tudo acontecia no passado, para que valores, tradições, costumes não se percam.

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Poesia da heterogeneidade

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“O livro é sobre coisas pessoais, os meus diários, as minhas opiniões, coisas que me interessam, coisas que me intrigam”, revelou Sara Afonso, autora do livro “Enquanto o tempo quiser”, também apresentado em Carção no decorrer das festas de Nossa Senhora das Graças. Trata-se de uma colectânea com cerca de 60 poemas onde a escritora reflecte sobre a sociedade, sentimentos, actualidade e outros temas, uma diversidade de conteúdos que se pode relacionar com o próprio título da obra.

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Por: Aida Sofia Lima

 


 

 

 

 

 

Foto: Aida Sofia Lima

“II Feira de Artesanato”

 

Associação mostra-se empenhada em preservar e perpetuar o artesanato da região

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A II Feira de Artesanato de Carção, concelho de Vimioso, que decorreu no passado fim-de-semana, no âmbito das festas de Nossa Senhora das Graças 2008, contou com cerca de uma dúzia e meia de expositores, um número superior ao do ano anterior. “A feira teve início no ano passado, pois achámos que Carção deveria ter algo mais para além da festa. No ano passado aventurámo-nos e foi uma feira ainda em pequena escala, com dez artesãos. Este ano, como correu bem, continuámos, e está um pouco maior, com 14 expositores. O objectivo será ir crescendo aos poucos”, explicou Paulo Lopes, presidente da Associação Cultural dos Almocreves de Carção, organizadora do evento. Acrescentou que “é urgente mantermos o artesanato e incentivar os mais novos a dar continuidade a estas artes”. Na feira estiveram presentes muitos artesãos de fora do concelho, no entanto, ao contrário da primeira edição, alguns locais quiseram marcar presença, como referiu o presidente: “no ano passado a maioria dos artesãos era de fora, mas este ano já temos gente de cá, como os brinquedos de madeira, o stand do lar de idosos, a nossa associação...temos ainda em exposição algumas das peças das cerca de 13 tecedeiras que ainda temos em Carção”. Empenhada na recolha e preservação da cultura de Carção através da revista Almocreve, surgida em 2002, a associação tem desenvolvido diversas actividades, como a feira de artesanato, construção de dois blogues na internet sobre a região, publicação de um glossário da aldeia, publicação de livros, entre outras, contando com o apoio de associações, Câmara Municipal de Vimioso e Junta de Freguesia de Carção.

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Por: Aida Sofia Lima

 

 


 

 

 

 

 Foto: Teresa Batista

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 História de Carção imortalizada em livros”


Sofia Jerónimo, natural de Carção, no concelho de Vimioso, compila as suas vivências e memórias da sua terra natal no livro intitulado “Carção: Um pedacinho do ‘Reino Maravilhoso’”, apresentado na passada sexta-feira.
Sofia Jerónimo, natural de Carção, no concelho de Vimioso, compila as suas vivências e memórias da sua terra natal no livro intitulado “Carção: Um pedacinho do ‘Reino Maravilhoso’”, apresentado na passada sexta-feira.
Esta obra assume-se como “um pequeno historial da vida dos carçonenses nos anos 60/70”, altura em que a autora tinha apenas 12 anos. “Saí de cá há 50 anos, mas tenho presente na minha memória o que era a vida nesse tempo”, acrescenta Sofia Jerónimo.
Nessa altura, a autora conta que a vida era muito diferente, caracterizando-a como simples, dura e com muito trabalho. Em Carção, estes tempos eram marcados pela antagonia entre os lavradores e judeus, dois grupos que tinham vidas completamente separadas, não sendo permitidos casamentos entre eles.
As mentalidades também divergiam completamente. “Por exemplo, as mulheres dos judeus não trabalhavam, cuidavam apenas da casa, ao passo que as dos trabalhadores iam para o campo. Também só os filhos dos judeus é que se formavam, dado que os lavradores precisavam dos seus para trabalhar na terra”, conta Sofia Jerónimo.
Com a publicação dos seus escritos, esta carçonense pretende dar a conhecer às gerações mais novas a história que orgulha o povo desta freguesia transmontana. Vivências, costumes, preconceitos, actividades, carências, recursos sócio-económicos, mentalidades, ocorrências são algumas das temáticas abordadas nas cinco partes que preenchem as 211 páginas que compõem este livro.
“Para já editei a parte da poesia. A outra parte que completa as minhas vivências em Carção vai ser publicada num segundo volume”, acrescenta a autora.

Revista Almocreve pretende dar voz aos testemunhos da história e tradições que marcam a vida da população.

Recorde-se que Sofia Jerónimo dedicou a sua vida à docência, tendo a escrita assumido um papel de relevo na sua vida. Antes de editar este livro publicou alguns trabalhos na revista Almocreve, que é propriedade da Associação Cultural dos Almocreves de Carção.
A 6ª edição desta publicação, que pretende ser “um retrato das gentes de Carção”, também foi apresentada na passada sexta-feira, no âmbito das Festas em honra da Nossa Senhora das Graças.
Este dia foi ainda marcado pela apresentação do livro “Carção – A capital do Marranismo”, da autoria de António Júlio Andrade e de Maria Fernanda Guimarães. Tal como o Jornal Nordeste já noticiou, esta obra dá a conhecer os contornos do Marranismo nesta freguesia transmontana, onde a Inquisição queimou mais de 18 pessoas e prendeu mais de 200 por se dedicarem a este culto.
No ar fica o desafio às entidades regionais para apostarem na criação da Rota dos Judeus de Trás-os-Montes, onde esta cultura está muito vincada, no sentido de promover o desenvolvimento através do turismo.
Sofia Afonso, por seu turno, deu a conhecer o seu primeiro livro, intitulado “Enquanto o tempo quiser”, que compila cerca de 60 poemas alusivos a diversas temáticas, desde a actualidade aos problemas da sociedade.

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Por: Teresa Batista

 

 


 

 

 

“Feira de Artesanato para preservar cultura de Carção”

 

No passado fim-de-semana decorreu a segunda edição da Feira de Artesanato em Carção. Organizada pela Associação Cultural dos Almocreves, é a segunda edição da mesma e tem vindo a aumentar o número de artesãos.

Paulo Lopes, presidente Associação, explica que a feira se iniciou o ano passado “porque Carção precisava algo mais do que só a festa. Assim, o ano passado aventurámo-nos numa feira em pequena escala, com apenas cerca 10 artesãos, e este ano continuámos e a tendência é que evolua aos poucos”.
A feira de artesanato é também uma forma de ajudar a associação a recolher e preservar a cultura da aldeia de Carção, por exemplo, as conhecidas tecedeiras estão a desparecer e o evento pode ajudar a incentivar a continuar aquela arte.
A segunda edição da Feira de Artesanato de Carção contou com 14 expositores de artesãos de Carção e do resto da região.

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Por: José Carlos 

 

 


 

 

 

“Carção lança livro sobre o marranismo”

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 “Carção - Capital do Marranismo” é o nome da obra escrita por António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães. Uma obra que resulta do trabalho de investigação feito pelo duo sobre a forte influência dos marranos na aldeia de Carção, em Vimioso e que se baseou em parte na leitura de processos instaurados pela Inquisição aos cristãos novos daquela localidade.
Os marranos eram os cristãos novos, judeus convertidos, por obrigação, ao cristianismo mas que nunca abandonaram a sua religião, “viviam entre o cristianismo e o judaísmo e rezavam tanto ao Deus cristão como ao Deus dos judeus mas a Inquisição seguiu-os por todo o país”.
Palavras de António Júlio Andrade, um dos autores do livro que explica também porque a aldeia de Carção se pode denominar a capital do marranismo, “em Carção, a população dos marranos era capaz de ter tanto ou mais influência que a dos cristão, e a Inquisição abateu-se sobre este povo de uma forma muito intensa, massacrando a aldeia”.
O autor aproveita para deixar um apelo, Trás-os-Montes deve seguir o exemplo de outras localidades e aproveitar o rico património judaico que existe e criar uma Rota do Judeu.
“Carção – Capital do Marranismo” é o nome da obra escrita por António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães que aborda o impacto dos cristãos novos na aldeia de Carção, concelho de Vimioso.

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Por: José Carlos 

 

 


 

 

“Carção aposta na preservação da identidade cultural”

 

 Carção, uma aldeia do concelho de Vimioso, organizou no passado fim-de-semana a segunda edição da Feira de Artesanato.
Esta iniciativa pretende difundir as particularidades culturais desta localidade nordestina, contribuindo assim para a sua preservação.
Este ano o evento contou com 14 expositores de produtos artesanais provenientes da aldeia e das imediações.
A segunda edição da feira de artesanato de Carção, organizada pela Associação Cultural Almocreve, ficou marcada pelo lançamento do livro intitulado “Carção - Capital do Marranismo”.
A obra, da autoria de António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães, resulta de uma investigação histórica que dá conta da influência dos judeus na cultura da localidade.

 

 


 

                       

 

 

“Carção – Vimioso – Reino de León”

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Mezuzah e Menorah no Brasão da Aldeia de Carção, Vimioso, Trás-os-Montes- Reino de León.

Os caminhos dificeis e secretos dos Bnei-Anussim de uma aldeia transmontana.

A verdadeira história sempre foi abafada. Obstáculos imensos. Negacionismos vários.

Daquela aldeia foram queimados nas fogueiras da Inquisição mais de 60 cristãos-novos.

Terra natal de António Granjo, Sant' Anna Dionísio, no Guia de Portugal "esqueceu-se" de referir estes e outros factos históricos.

Outros aldrabam pura e simplesmente a origem de vocábulos próximos do Astur e Leonês com o firme propósito de "enterrar" a verdade.

Até Camilo Castelo Branco se ficou pela rama...  

Ele há cada um...

 

publicado por almocreve às 22:46
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